Alice came to a fork in the road. 'Which road do I take?' she asked.
'Where do you want to go?' responded the Cheshire Cat.
'I don't know,' Alice answered.
'Then,' said the Cat, 'it doesn't matter.”
― Lewis Carroll, Alice in Wonderland

Correspondente em Lonely Island

Vai um exemplar autografado? 😝

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#escher metamorfose

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#HappyValentinesDay

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Eu sou Malala

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Quem é Malala? – perguntou um Talibã armado em outubro de 2012 para um ônibus escolar cheio de garotas apavoradas.

Ninguém respondeu, mas todos os olhares recaíram involuntariamente sobre uma garota sentada ao fundo. Malala diz que tem uma vaga lembrança do fato, mas que na hora chegou a pensar no difícil teste escolar que teria no dia seguinte, teste este que ela nunca chegaria a fazer. Ela também se lembra de que as mãos do homem tremiam antes dele atirar nela três vezes.

Felizmente para o mundo, Malala não morreu naquele dia. Quer você acredite que ela foi protegida por uma força maior ou por excelentes médicos no Paquistão e na Inglaterra (ou por ambos), o fato é que ela sobreviveu a esta experiência traumática para relatar sua história para o mundo em um livro maravilhoso lançado em 2013.

O livro tinha sido lançado há pouco tempo quando me deparei com ele exposto na vitrine de uma de minhas livrarias favoritas. A capa chama a atenção pelo rosa escuro vibrante do véu que adorna seu rosto de menina num fundo verde e contrasta magnificamente com seus cabelos pretos e olhos castanhos. Eu tinha uma ideia vaga de quem ela era, e peguei o livro por curiosidade. Afinal de contas, quem não quer saber mais sobre a garota que enfrentou o temido Talibã? Após folhear algumas páginas, não consegui mais parar de ler.

Sua narrativa de vida é comovente do início ao fim. Seu amor pelo Paquistão, e mais especificamente pelo Distrito do Swat, onde nasceu e foi criada, faz com que a raiva por sua situação fique ainda maior.

Malala foi criada por pais amorosos. Seu pai, que a influenciou bastante, é um ativista cuja missão de vida é tornar a educação um direito de todos. Sua mãe vem de uma geração de mulheres que teve o direito à educação negado porque foram criadas para serem esposas e mães. Ler e escrever não eram prioridades para aquelas que iriam passar a vida completamente devotadas a seus maridos e aos filhos. Mas o pai de Malala pensava diferente. Ele acreditava que meninos e meninas deveriam ter direitos iguais quanto à educação, e passou suas crenças para sua filha mais velha.

Malala aprendeu muito com o ativismo do pai, tanto sobre educação quanto sobre igualdade. Ela tornou-se uma das melhores alunas de sua escola. Sendo bastante criativa, logo veio a se tornar uma oradora tão boa quanto seu pai. E foi graças ao ativismo do pai e a seu total apoio que ela veio a se tornar a voz da educação no Talibã quando o grupo passou a proibir a presença de meninas nas escolas.

Aos 11 anos, ela escreveu anonimamente para um blog da BBC sobre como era viver sob o regime do Talibã. Escolas estavam sendo destruídas e pessoas estavam sendo perseguidas. E como se o terror do Talibã não fosse o suficiente, a região, que ainda sofreu ataques de drones dos Estados Unidos,  foi assolada por um terremoto devastador e por enchentes, fatos que  deixaram a influência do Talibã mais forte já que eles tinham acesso às áreas mais afetadas e podiam prestar socorro  mais rapidamente. Eles não ajudavam porque eram bonzinhos, mas sim porque tinham interesse em aumentar seu poder.

Em 2011, Malala foi candidata a receber o Prêmio Internacional da Criança na África do Sul, mas não ganhou. Porém, ajudou a levar a questão dos problemas enfrentados pelo Paquistão para o resto do mundo, fazendo com que o Primeiro Ministro do país Yousaf Raza Gillani a premiasse com o Prêmio Nacional da Paz da Juventude.  

Sua defesa apaixonada pelo direito à educação das meninas do Paquistão começou a incomodar o Talibã, o que levou ao atentado a sua vida. Quando Malala estava no hospital, foi decidido que ela deveria deixar o país não só para receber um tratamento médico melhor, mas também para escapar do Talibã que ainda era uma ameaça. Em 15 de outubro, ela foi transferida para Birmingham no Reino Unido. Passou grande parte da sua recuperação sozinha num país estranho, pois seus pais estavam sendo mantidos no Paquistão devido à burocracia e ao medo de que fossem pedir asilo político na Inglaterra, o que não pegaria bem para o governo paquistanês. Quando a família Yousafzai finalmente se encontrou com a filha, eles esperavam voltar ao Paquistão em breve. A recuperação de Malala, porém, apesar de extraordinário, levou tempo. Além disso, voltar ao Paquistão era perigoso, por isso a família permaneceu na Inglaterra, onde vive até o momento.

Após tudo o que passou, Malala continua sua jornada de luta pelo seu povo tão querido. Ela até mesmo sonha em entrar para a política. Parte meu coração ver que sua visão política bastante idealista e correta esteja tão distante da política  como ela é na verdade. No entanto, suponho que certo elemento de ingenuidade seja necessário se você realmente espera mudar as coisas para melhor. Ela acredita que a educação possa mudar o mundo e abrir a mente das pessoas. Após ler sua história, acredito que ela é a pessoa certa para o trabalho. Acredito que ela não será  contaminada ou corrompida, o que me deixa bastante preocupada com seu futuro. Ela ainda tem um longo caminho pela frente e muita força de vontade. É corajosa e esperta. Acho que conseguirá alcançar seus objetivos. Afinal de contas, seu nome foi dado em homenagem a uma guerreira patcho, e ela tem todo o apoio e carinho de sua família.

O final do livro me deixou esperançosa. Eis aqui uma menina de 16 anos incrível ainda lutando pelos seus sonhos mesmo depois de tudo o que passou.

Por um mundo com mais Malalas!

 

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 (texto de Alice Fagiolo)

The books of magic #neilgaiman

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Taylor

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Bonequinha de luxo

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Old style Batman

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